Ela precisava de um café. Mas não era apenas um café; era um café que vinha com um colo, com um cafuné e uma coberta, ou mesmo, uma taça de vinho. Mas não, ela queria aquele café que ninguém conseguia fazer, que apenas uma única pessoa fazia; aquela pessoa. As pessoas achavam engraçado ela falando do café pois não entendiam seu real significado, era algo tão simples e tolo que ninguém dá bola. O gosto daquele café, era algo intenso, era algo que a consumia, era algo que ela gostava de lembrar. Ela sabia que aquele café, ela não poderia mais tomar, pois a única pessoa que fazia, aquele café, já não era mais sua. Ela sabia, que todos os cafés que tomaria depois daquele, não teriam o mesmo gosto nem a mesma intensidade, pois o café, é como o amor, após provado uma vez, sempre se quer mais e os demais, ah os demais, não queremos nem provar, pois já sabemos o gosto do café que procuravamos. Aquele café, foi o que a alimentou durante algum tempo; tempo esse, em que ela sabia que não teria mais de volta, tempo, em que apenas sua memória poderia guardar, que apenas seu coração poderia sentir e apenas ela, só ela, saberia descrever. Aquele gosto, ela jamais sentiria, pois o café havia esfriado, a xícara estava quebrava no chão da cozinha e os cacos espalhados pela casa; o amor havia esfriado e se quebrado como o café, havia virado fumaça como água fervendo e cinzas, feito brasa. Ela só precisava de um café.
Setembro, mês das flores, mas também da música jaraguaense. Há 13 anos, uma ideia se iniciava em Jaraguá do Sul: a Música Para Todos ou como muitos conhecem, o MPT. Hoje, o projeto conta com mais de dezenove modalidades entre elas, piano, musicalização, harpa, violão, percussão corporal e instrumental, saxofone, canto. Durante algumas horas e em dias específicos da semana, os alunos vão a SCAR (Sociedade Cultura Artística), para a prática do instrumento, canto coral, percussão corporal e teoria musical. O início... Amante da música e com toda a sua formação voltada a esse saber, a professora de piano, musicalização infantil e teoria musical, além de musicista, Vanize de Camargo Kragg, 58 anos, adora as músicas do Brasil. “Minha busca sempre foi tentar trazer a música popular, valorizando também a música brasileira. A história da música está na Europa e o turista vai lá para ver isso e o brasileiro não mantêm a sua história musical. Eu sempre quis esse popular também nesse sentid...

Parabéns, muito bom!
ResponderExcluirAmei o texto 💕💕
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