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Copo vazio, coração cheio de saudade

É estranho olhar para o canto sala ou para a ponta da mesa e ver uma cadeira vazia e um copo no armário, quando se está acostumado a ver esse objeto cheio com uma bebida escura, como cerveja, e na televisão da sala um padre falando e o volume quase no zero. É difícil aceitar a ideia de nunca ver o rosto de uma pessoa que tanto ama e/ou velo apenas por fotos que estão espalhadas em porta-retratos. É difícil passar por datas comemorativas sem as estranha-las, sem se emocionar e lembrar de pessoas queridas. Após a morte de um ente querido, nada mais é o mesmo. Nem uma reunião de família, o churrasco de domingo, uma partida de futebol, um noticiário na TV, um abraço. Sempre haverá um cheiro, um gosto, uma comida, uma cor para te lembrar dessa pessoa, seja por uma bronca, por um carinho ou simplesmente dos poucos momentos em que ela sorria. Não. Esse não é um texto de ano novo e nem de uma despedida ao ano que terminou. Para você, caro leitor, ele possa ser estranho. Já me desculpo, mas ele não é apenas mais um texto. É uma saudade que transborda de meu peito que chora lágrimas de sangue. 



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